Entrevista publicada em 15/01/2018 por Eder Fonseca em Negócios
 
 

“A nossa empresa é 100% digital”
Guilherme Sawa Martinez – Sócio-fundador da plataforma Dogme

Guilherme Sawa Martinez

Diante da realidade e da necessidade de tantos proprietários que não têm tempo para passear com seus cães, ou que saem para viajar e deixam na casa de amigos e parentes, que não querem ou não têm como caminhar com os bichinhos, o empreendedor Guilherme Sawa Martinez, usou a própria experiência como Dog Walker para pensar e criar um serviço inédito que aliasse comodidade, confiança e carinho a partir de um site e de um aplicativo para o celular. “Cada vez mais os donos estão preocupados em oferecer o melhor para o seu pet. E passear é fundamental na rotina de um cão, mas, infelizmente, devido a rotina de trabalho, trânsito e outros fatores acaba não sobrando tempo para isso. A Dogme veio para resolver essa questão de forma rápida, fácil e simples, oferecendo um serviço de alta qualidade, feito por profissionais excelentes, que enfrentaram um processo seletivo minucioso”, revela. De acordo com Sawa, sócio-fundador da empresa, o intuito é “quebrar o paradigma de falta de confiança em um profissional, pois como se trata de um serviço para um ‘filho’ da pessoa, ela automaticamente fica receosa na hora da contratação”. O empresário ainda afirma: “A tecnologia e a qualificação dos profissionais foram, e ainda são, os pontos mais críticos (cruciais) da empresa. (…) Além do time de tecnologia fora da curva, todos os nossos passeadores são entrevistados pessoalmente”.

 

Guilherme, como foi o início de sua carreira?

A minha carreira está direcionada para o ramo de eventos em multinacionais. Com 7 anos de experiência na área, consegui desenvolver habilidades importantes para um empreendedor além de expandir meu networking.

 

Como surgiu a ideia da Dogme?

O interesse surgiu durante uma conversa com um Dog Walker que conheci no Central Park em Nova York. Entendendo minha curiosidade, ele me indicou uma agência especializada no setor e em menos de uma semana eu já estava empregado e encantado pelo negócio – além de desfrutar da minha paixão por cachorros.

Alguns meses depois, já no Brasil, entendi o GAP mercadológico e a oportunidade que eu tinha nas mãos. Foi assim que surgiu a essência da Dogme, de um encontro oportuno aliado a uma oportunidade de mercado e uma paixão nata por animais.

 

Quais foram as grandes dificuldades para colocar o projeto de pé?

A tecnologia e a qualificação dos profissionais foram, e ainda são, os pontos mais críticos (cruciais) da empresa. Como a nossa plataforma possui funcionalidades bem diferenciadas quando comparadas as demais existentes hoje no mercado, a seleção do time de tecnologia e o próprio desenvolvimento do software, foram realizados com muita atenção.

Além do time de tecnologia fora da curva, todos os nossos passeadores são entrevistados pessoalmente e a maioria deles é direcionado a participar do nosso curso presencial realizado em conjunto com uma empresa parceira especializada no setor. Mesmo com a grande mobilização de tempo e energia exigida por essa dinâmica, acreditamos que somente desta maneira é possível garantir um serviço de alta qualidade – são pontos essenciais que valem a nossa atenção.

 

Como o mercado tem recebido a empresa?

Estamos com uma média de um pouco mais de 3 mil acessos mensais no site e muita procura por nossos serviços via e-mail – resultados muito acima do que imaginávamos. Essa aceitação dos nossos públicos – tanto por parte dos passeadores como dos Pet Owners (Donos de Pets) – só nos faz querer melhorar ainda mais.

 

Gostaria que falasse um pouco como funciona o treinamento e serviços dos Dog Walkers.

Como já comentei, nosso processo é muito rígido – aprovamos apenas 20% dos candidatos. Isso porque após responder um questionário online de análise de perfil, todos os candidatos são entrevistados pessoalmente e precisam apresentar alguma certificação na área. Caso o candidato não tenha experiência na área, direcionamos ele para o nosso curso de formação com nossa empresa parceira (ou qualquer outro de sua preferência e que atenda alguns critérios mínimos exigidos pela Dogme). A qualidade e confiança são essenciais na nossa área.

 

Que fatia do mercado pet, esse segmento em que você atua especificamente já abocanhou em porcentagem?

De acordo com dados da Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) em 2015 o mercado pet no Brasil faturou 18,1 bilhões e a expectativa para 2017 era que se passasse a barreira dos 20 bilhões. Dentro desse faturamento a parte de serviços – fatia do mercado em que a Dogme atua – representa 17%. O Brasil hoje em receita é o terceiro colocado, ficando atrás apenas de Estados Unidos e Reino Unido. É um mercado em crescimento constante que não foi afetado pela crise.
A Dogme

Mercado Pet: A Dogme investe no ramo de passeadores de cães (Foto: Arquivo)

 

O digital tem auxiliado em que pontos no trabalho de sua empresa?

Hoje a nossa empresa é 100% digital, o nosso core é a nossa tecnologia. Além disso, estamos fazendo um trabalho diferenciado com nossas mídias sociais, buscando gerar conteúdo de qualidade e que desperte o interesse dos nossos seguidores.

 

Quais os requisitos básicos que fazem um Dog Walker se destacar em seu meio profissional?

Basicamente ele precisa ser extremamente profissional, qualificado, amar os animais e ser bastante focado enquanto realiza o serviço.

 

Por que ainda não existe uma regulamentação e uma fiscalização para a profissão de passeador?

É uma profissão ainda vista por muitos como “amadora” e que a maioria acha bastante simples. Mas vejo que com o crescimento do mercado e demanda a regulamentação, profissionalização e fiscalização vão vir naturalmente como todos os demais setores, por exemplo a profissão de diarista foi regulamentada somente agora no Brasil.

 

Estamos muito atrasados na expansão e exploração desse setor em comparação com outras partes do mundo?

Vejo que o Brasil esta vivendo um “Boom”, onde muitas empresas e empresários estão vendo a oportunidade e estão decidindo se aventurar no setor. Mas no quesito de expansão e exploração do setor vejo o Brasil atrás apenas dos Estados Unidos, que já tem um mercado muito consolidado. Estamos “tropicalizando” muito bem as soluções para a nossa realidade.

 

Como a inovação funciona em uma empresa como a Dogme?

Somos uma startup de tecnologia, então a inovação está em nosso DNA. Sempre buscamos soluções diferenciadas e que surpreendam os nossos clientes, gerando assim uma experiência única com nossos serviços.

Um vídeo da precisa plataforma Dogme

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Eder Fonseca

 
Diretor executivo e editor do Panorama Mercantil.