Pensamento
 
Marcelo Fonseca
Marcelo Fonseca
Marcelo Fonseca

Mike Schroepfer, diretor de tecnologia do Facebook, informou recentemente, que mais de 87 milhões de membros da rede social tiveram seus dados obtidos de maneira indevida pela empresa de análise de dados britânica Cambridge Analytica, fato que acabou influenciando a eleição americana em prol da vitória do candidato republicano, Donald Trump. A partir desse caso (e em época de eleições aqui no Brasil), é importante alertar sobre o uso indevido de informações pessoais, seja de redes sociais ou bancos de dados. Segundo Marcelo Fonseca, advogado do escritório Fonseca, Iasz & Marçal, a venda de cadastros com dados dos clientes é algo utilizado como forma de atingir novos mercados e analisar o público alvo para um negócio, atividade que gera lucros exorbitantes. O compartilhamento ou venda inadequado de informações sigilosas ou dados pessoais oferece risco aos seus detentores, configurando quebra de sigilo entre a empresa e o cliente, dado que os consumidores não são questionados (ou assinam documento autorizatório) sobre a venda de seus dados à terceiros. “A cada momento que a sociedade se modifica e avança, novos temas ou situações geram a necessidade de novas normas sociais, portanto, uma lei específica sobre o tema de proteção de dados será mais que bem-vinda e complementará nosso Marco Civil de Internet", comenta o advogado.