Entrevista publicada em 04/12/2017 por Eder Fonseca em Artes
 
 

“Meu trabalho é uma evolução constante”
Janssem Cardoso – Fotógrafo

Janssem Cardoso

Janssem Cardoso trabalhou por dois anos como pintor digital no Estúdio Ink Animações. Participou de produções de animação como: “Sauim de Manaus” e “Nas asas do condor”. Dirigiu o curta “O Conto da Rosa” (projeto final da faculdade) e participou da produção do game 2D, “Antibioses”, parceria da Ink com a ONG CERTI. Depois trabalhou por um ano com publicidade em agências em Manaus. Paralelamente desenvolveu projetos de vídeos institucionais e uma série de vídeos chamada “Parte de Mim”. Em São Paulo participou da turnê da banda Alegórica como fotógrafo, que passou por Alemanha, Finlândia e Rússia. Trabalhou como assistente de arte na agência de publicidade DM9/DDB em São Paulo, desenvolvendo campanhas de Internet para o portal Terra de 2011 a 2013. No final de 2013 mudou-se para Londres para desenvolver um trabalho de voluntariado na Turn Trust, onde atuaria como designer gráfico, fotógrafo e videomaker. Paralelamente teve oportunidades de fazer vídeos para outras instituições e freelance como fotógrafo. Desenvolveu durante os 2 anos e meio em Londres também um canal no YouTube produzindo uma série de vídeos chamada “My London”. Atualmente trabalha como freelancer em São Paulo. “O trabalho em si não teve grande mudança na minha vida profissional, mas o fato de viver em outro país, aprender com outras culturas e outra língua me fez mudar a minha visão na fotografia”, afirma o fotógrafo.

 

Janssem, antes de mais nada, gostaríamos que falasse um pouco sobre o começo de sua carreira até chegarmos aos dias atuais.

Sou formado em Design Gráfico pela Faculdade Marta Falcão, trabalhei por dois anos como pintor digital no Estúdio Ink Animações. Depois trabalhei por um ano com publicidade em agências em Manaus. Paralelamente desenvolvi projetos de vídeos institucionais e uma série de vídeos chamada “Parte de Mim”. Trabalhei como assistente de arte na agência de publicidade DM9/DDB em São Paulo. Final de 2013 me mudei para Londres para trabalhar de voluntário em uma ONG, onde atuei como designer gráfico, fotógrafo e videomaker. A partir do curso de design onde tive uma matéria de fotografia comecei meu desenvolvimento como fotógrafo, estudando e produzindo projetos pessoais tanto de fotografia quanto de vídeo. Durante o período em Londres, também tive um canal no Youtube produzindo vídeos sobre a cidade, chamada “My London”. Atualmente em São Paulo trabalho como freelancer atuando como designer gráfico, fotógrafo e videomaker.

 

Quando a fotografia lhe despertou interesse?

A fotografia me despertou interesse durante o curso de designer gráfico e desde lá não parei mais de fotografar.

 

A fotografia é sem dúvida nenhuma uma arte nobre. Em que momentos ela exerce um papel social?

A fotografia exerce um trabalho social a partir do momento que ela é utilizado para registrar e divulgar uma realidade que não é de conhecimento de todos, podendo ter um impacto de grande mudança e melhoria a partir de um determinado olhar.

 

O que ainda tem do Janssem pintor digital que o fotógrafo absorveu dessa certa forma?

A fotografia supri a minha necessidade de gerar imagens e alcançar pessoas.

 

Concorda que a fotografia vem ganhando um aspecto cada vez maior de efemeridade?

Sim, mas o bom fotógrafo permanece. Uma foto bonita todo mundo faz hoje em dia, mas um olhar de fotógrafo ninguém tira… é preciso mais que uma foto bonita… é preciso ter ideia por traz da imagem e a ideia ainda não é algo que um celular pode oferecer. Uma folha em branco bonita não diz muita coisa se não tiver algo impresso nela.

 

Quanto de confiança o fotógrafo precisar ter do seu fotografado para se obter uma boa imagem?

Acho que o fotógrafo precisa ter ideia do seu fotografado. Muitos chegam de peito aberto, já outros fotógrafos precisam adquirir isso do seu fotografado com muita paciência e amor pelo que faz.
Robin Maurice Barr

Olhar Apurado: Robin Maurice Barr por Janssem Cardoso (Foto: Janssem Cardoso)

 

O que você acredita que distingue a fotografia das demais artes e que lhe dá um vivência imortal?

A realidade impressa numa fotografia de um segundo que não exatamente expressa uma realidade do todo, mas que é suficiente para fazer, pensar e refletir. As outras artes são a reprodução dessa realidade.

 

Quando você acredita que conseguiu obter uma fotografia que pode ser considerada o “seu gol de placa?”.

Meu trabalho é uma evolução constante. Eu sempre digo que o meu próximo trabalho vai ser o meu melhor trabalho e geralmente tem sido assim. Cresci muito e ainda tenho muito que pensar, mas já faz um tempo que olho para trás e gosto do que fiz.

 

Em Londres você desenvolveu um trabalho chamado Turn Trust. Poderia nos falar um pouco sobre isso?

O trabalho em si não teve grande mudança na minha vida profissional, mas o fato de viver em outro país, aprender com outras culturas e outra língua me fez mudar a minha visão na fotografia. Digo que o meu trabalho é a revelação de tudo que já vivi. Logo esse tempo em Londres reflete e ainda vai refletir por toda a minha vida e assim vai ser com minhas futuras experiências de vida também.

 

Atuar como freelancer, dá uma liberdade maior em seu modo de ver e trabalhar em seu ofício ou isso é relativo?

Bem, enquanto houver cliente, essa liberdade não vai existir na sua plenitude… Com cliente nem sempre eu consigo fazer exatamente o que quero por causa de vários fatores. Tenho como meta um dia viver dos meus projetos pessoais, mas pra isso preciso ter clientes pra me dar a sabedoria de chegar a um nível de trabalho que além de mim agrade uma boa parte das pessoas para que ele [trabalho] possa ser consumido.

 

Nos fale das características mais marcantes do projeto Other Colours no qual está incumbido e inserido.

Sentimentos, pessoas e alta aceitação. Quando as nossas fraquezas são expostas existem mudanças… elas deixam de ser fraquezas.

Um vídeo da série “My London”

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Eder Fonseca

 
Diretor executivo e editor do Panorama Mercantil.