Entrevista publicada em 13/04/2016 por Eder Fonseca em Negócios
 
 

“Nos EUA os negócios são claros”
Luiz Gustavo Gama – Fundador e diretor da Valios Internacional

Luiz Gustavo Gama

A falta de perspectiva no Brasil e a retomada do crescimento do setor imobiliário americano estão atraindo cada vez mais os investidores brasileiros que estão à procura de um futuro promissor com garantia de qualidade de vida. O Brasil aparece em 3º lugar no ranking de países que mais buscam imóveis nos EUA, segundo dados da Miami Association for Realtors (dez-2014). Visando incluir e possibilitar desenvolvimento em um dos mercados que mais cresce na Flórida, a Valios Internacional desenvolve projetos de construção, projetos comerciais, estudos de mercado, execução de obras nas seguintes modalidades: condomínios, centros comerciais e reformas de residências e hotéis. A empresa que atua há cinco anos focada em encontrar oportunidades para investir e rentabilizar em curto prazo, prevê um crescimento de 30% para 2016. As principais características do negócio são: baixo risco, gestão simples e a distância. Num cenário de incertezas, investir em imóveis nos Estados Unidos não é alternativa só para milionários. Para Luiz Gustavo Gama, fundador e diretor da Valios Internacional, o tipo de investidor tem variado. “Hoje temos desde grandes a pequenos investidores, pessoas que estão colocando todas suas economias para fugir de possíveis ameaças e crises. (…) A Valios surgiu da dificuldade de encontrar alguém que me enviasse como adquirir um imóvel.”

 

Luiz, antes de iniciarmos nossa conversa, gostaria que contasse como foi o começo de sua carreira até chegar na fundação da Valios Internacional.

Minha carreira apesar de pouca idade teve marcas que foram bem intensas, aliás assim que caracterizo tudo na minha vida. Aos 17 anos fui para academia militar das Agulhas Negras onde passei cinco anos como militar em função. Um belo dia eu tive a oportunidade de ver uma palestra em vídeo de Flávio Augusto da Silva, fundador da Wiseup – escola de inglês, onde ele é o dono até os dias de hoje e nas palestras me falavam coisas com muita intensidade e descobri que além do amor pela ordem, gestão de pessoas e liderança eu também tinha uma veia empreendedora muito aguçada. Na época além dos estudos acadêmicos eu cursava notoriamente o curso de administração de empresas, o que era uma mescla bem interessante.

Foi quando em janeiro de 2006 tivemos a chance de adquirir nosso primeiro negócio que na época era no seguimento de educação, isso foi no estado de Santa Catarina. Pois bem, mudamos de estado e lá nós começamos nossa primeira viagem no universo do empreendedorismo. No decorrer da função me despontei como vendedor, pois ali aprendi que se eu não vendesse ninguém faria por mim e quando entendi que o melhor setor da minha empresa para eu estar era o de vendas eu nunca mais fiquei na mão de ninguém. Foi quando minha maior lição foi absorvida: quem vende bem, gerencia bem, conversa bem, resolve bem e nunca fica atrofiado atrás da mesa com medo do mercado ou outros fatores externos.

No ano de 2009 fazíamos viagens para os EUA com frequência e quando decidi adquirir um imóvel tive o primeiro insight da Valios, que surgiu nessa data, porém oficialmente em 2010. Verifiquei que com o dólar baixo e a economia brasileira pouco melhor na época, logo os brasileiros iam enxergar que podiam viver nos dois países ou apenas ter sua casa de férias. No campo da construção, o que eu paralelamente já exercia por fora, eu fui me identificando cada vez mais com ideia de ser um empresário construtor, o que hoje é minha real função.

 

Como surgiu a ideia da Valios Internacional?

A Valios surgiu da dificuldade de encontrar alguém que me enviasse como adquirir um imóvel, ser empreendedor e ter uma assessoria humana na qual eu pudesse compartilhar sonhos sem o bombardeio interessado de um comissionado. Surgiu da ineficiência do sistema de atender alguém que não tinha nada em outro país e da vontade de exercer o direito de servir a todo brasileiro a ser um empreendedor global.

 

Duas características da sua empresa, nos chamou bastante atenção: baixo risco e gestão simples. Como você conseguiu formatar o seu negócio que tem apenas cinco anos, nesses dois pilares tão buscados diariamente por vários empreendedores ao redor do planeta?

Tudo que começa simples, falando a verdade e com calma se torna simples no caminho de exercer. O ser humano para ser valorizado acima da média se super valoriza e nossa ideia no âmbito profissional é simplificar para executar. Por mais desafiador que seja, quando destrinchado em tarefas se torna simples, é nisso que acreditamos, que podemos fazer certo, com cuidado certo e simplicidade pois, onde super abunda as aparências se super abunda a fraqueza. Não tem que parecer bom, apenas deve ser bom!

 

Condomínios, centros comerciais e reformas de residências e hotéis, qual dessas modalidades está tendo uma maior demanda neste momento?

Nunca fizemos tantas reuniões com investidores (grupos) que desejam construir condomínios aqui, assim como batemos recorde de compra de casas de baixo valor e reforma para revenda.

 

Alguns dos nossos entrevistados, afirmaram que a cultura no mundo dos negócios nos EUA, é de fato capitalista, diferente do Brasil onde não existe um capitalismo puro. Além desse exemplo, quais outros você ressaltaria que diferenciam os EUA e o Brasil, na hora de se operar um negócio?

Nos EUA os negócios são mais diretos, claros e objetivos. No Brasil a coisa caminha de forma mais emocional enquanto aqui prevalece a lógica e execução por processo. Quanto ao capitalismo de fato é real e existente sim, além do consumo, máquina pública e civil funcionar com mais ênfase, e isso de fato ajuda e muito nos negócios, pois todos estão no mesmo embalo, e com a mesma vontade de produzir para gerar e consumir. Isso facilita a clareza do diálogo e o que de fato nos alegra é a facilidade de sermos objetivos ganhando na velocidade e rapidez da execução.

 

Voltando ao baixo risco, existe algo na economia global que lhe preocupe, mesmo trabalhando em solo americano?

Sim, as pessoas estão invertendo valores, colocando coisas na frente de pessoas, esquecendo-se de que o ego afundou Roma, e isso pode se repetir em qualquer local.

O avanço dos meios de comunicação, o uso sem filtros e regulamentação, pais mais ocupados com seus interesses, pessoas querendo ser livres sem ordem, está mais latente e presente que a comunhão e a comunidade entre pessoas. Temo por um mundo onde ter será melhor que ser, temo por um mundo onde as pessoas serão alienadas em si, temo por um mundo sem Deus, e isso pode falir qualquer nação.

Nos EUA

Arrojo: Luiz Gustavo Gama nos EUA (Foto: Divulgação/Goldoni Comunicação)

 

Uma frase sua: “Nós temos a fórmula para gerar receita para as pessoas que chegam à América sem saber como começar”. Nesses cinco anos, essa receita teve 100% de êxito, ou em algum momento as coisas não saíram conforme você esperava pessoalmente?

Sim, temos muita convicção em afirmar isso, pois bem quando não se mente e cria expectativas irreais, torna-se impossível frustrar alguém. Nossa fórmula é ajudar o cliente a encontrar em si o que lhe dará maior conforto dentro do tempo. Certo que ele está disposto a percorrer conosco e com margem ideal, sempre temos imprevistos nos projetos pois em obras isso é rotineiro, porém os mesmos já fecham contrato conosco conscientes de tudo e o mais bacana é que a cada fase o cliente torce junto, acredita junto, participa e ajuda em alguns setores.

 

Em quanto tempo você acredita que o setor imobiliário norte-americano retomará ao mesmo patamar de crescimento que vinha tendo antes da crise de 2008?

O ritmo está bom, porém, na época, o mercado americano vivia um furor diferente e depois da crise não só o governo, mais como também os bancos e os clientes se conscientizaram e isso é vantagem de uma comunidade educada. Hoje são mais cautelosos e todos lembram desse momento como uma fase de muito aprendizado portanto a melhor resposta é: nunca mais será como antes, porque será melhor!

 

Existe algumas empresas que têm feito parcerias com a Valios para gerir novos negócios no ramo de compra e reforma de imóveis nos Estados Unidos. Como é o critério para escolha dessas parcerias?

Simples, normalmente as pessoas nos buscam por indicação ou pesquisa e nosso case aumenta gradativamente. Temos hoje muito claro que seremos uma empresa de muitos anos de trabalho, pois isso nos retro-alimenta. A adesão se dá através de uma reunião avaliativa, onde medimos se o que o cliente busca é possível e tangível. Quando não temos essa clareza descartamos de imediato, pois não queremos quebrar um projeto pela ambição de fazê-lo. Tendo checado o que o cliente busca e o que é possível ser feito, começamos o processo de assessoria, onde o departamento de criação junto com desenvolvimento processa um material de investimento baseado no perfil e na necessidade do cliente. Isso pode demorar de duas semanas a três meses, dependendo do tamanho do projeto. Afinal, o que desejamos mesmo é vender o que fazemos e isso acontece quando pensamos em todos os detalhes.

 

Falando ainda em parcerias, em 2012 você disse em um dos seus posts no Twitter, que precisava saber a linear diferença entre parceria e interesse. Em algum momento, interesses duvidosos, prejudicaram suas parcerias na Valios?

Sim. Uma coisa que mais admiro no caráter do americano é tranquilidade, franqueza e facilidade que o mesmo tem de dizer o que busca de verdade. Infelizmente no Brasil ainda se pratica a política do esperto e isso é horrível. Pessoas sondam com interesses definidos e na verdade querem usar ao invés de contratar. Falar a verdade é a melhor estratégia.

 

Qual o principal segredo que você tem utilizado na liderança da Valios para a empresa ser diferenciada, valorizada ao mesmo tempo inovadora no setor imobiliário norte-americano?

Construir produtos que aumente a expectativa de vida das pessoas, visar e pensar tanto no futuro comprador como em nós mesmos, querer dividir com ele o melhor que podemos entregando algo além do meu contratado, pois acreditamos que dando nosso melhor receberemos o melhor das pessoas.

Um vídeo do executivo Luiz Gustavo Gama

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Eder Fonseca

 
Diretor executivo e editor do Panorama Mercantil.