Entrevista publicada em 13 de novembro de 2017 por Eder Fonseca em Negócios
 
 

“Nossa qualidade técnica sempre foi referência”
Patricia Madeira – CEO da Runner Academias

Patricia Madeira

Precursora do mercado fitness brasileiro, e em atividade há 34 anos, a Runner esteve na 18ª edição International Health, Racquet & Sports Club (IHRSA) Fitness Brasil, apresentando novas formas de gerenciamento e empreendedorismo para que pequenos e médios empreendedores possam compartilhar de toda expertise da Runner Academias. A marca, que agora atua exclusivamente com licenciamento, já opera com 16 unidades sob a bandeira Runner e anuncia a abertura de mais cinco academias até o primeiro trimestre de 2018. A próxima abertura será agora em novembro, na cidade de Indaiatuba-SP, seguida de Vila Mariana-SP, São Caetano do Sul-SP e Macapá-AP. Desde maio deste ano, a empresa está sob a direção da CEO Patricia Madeira – administradora pela FGV (Fundação Getúlio Vargas), com especializações em gestão de pessoas e gestão financeira, que traz como experiência passagens como diretora em empresas de diversos segmentos, além de ter atuado como CEO da rede nova-iorquina de restaurantes P.J. Clarke’s. “A estratégia de expansão sempre será agressiva, desde que qualitativa. Ter um bom administrador local é um bom começo, mas não é tudo. É preciso checar a viabilidade econômica, territorial, entre outros fatores. Temos a meta de fechar 2018 com 30 unidades na rede, mas isso só vai acontecer se houver pretendentes qualificados”, afirma a executiva.

 

Patricia, gostaria que falasse um pouco da sua carreira antes de chegarmos na Runner Licenciamentos.

Comecei a trabalhar com 17 anos, como consultora de vendas na Cia Athletica – vale ressaltar que tenho muita proximidade com esse mercado. Lá fiquei quase 10 anos. Na época de minha saída eu já estava na posição de gerente regional. Recebi um convite para ser gestora da unidade premium da Reebok, na Vila Olímpia. Por lá fiquei por 4 anos. A partir da saída da Reebok, passei a atuar como consultora de negócios para outras academias – trabalho que realizei por cerca de 3 anos. Por alguns poucos anos fiquei tocando projetos pessoais, quando recebi uma proposta para dirigir duas unidades da Runner (2010 a 2014). Logo após recebi um convite para ser CEO no Brasil da rede nova-iorquina de restaurantes P.J. Clarke´s. Foram quase 3 até receber a proposta para assumir a Runner Licenciamentos como CEO e aqui estou.

 

Você tem especialização em gestão de pessoas. O que você tira de proveito na prática, com essa habilidade em especial?

Esse conhecimento foi fundamental para que eu entendesse o convite para assumir esse desafio na Runner, pois tratava-se de uma empresa que já passou por várias mudanças e hoje, com sua nova configuração já definida, se faz necessário trazer todo o time para perto, promovendo integração entre todas as áreas, resgatar o que há de melhor em tantos profissionais talentosos que temos em nosso quadro de colaboradores.

 

Gestão de pessoas, seria a parte mais importante de um negócio no mundo corporativo atual?

Sem dúvida. Nosso negócio trabalha com pessoas para pessoas. Esse é o nosso propósito.

 

Quais são os principais diferenciais da marca Runner no mercado fitness?

34 anos de história é um bom diferencial – estamos falando de uma empresa precursora da história da ginástica de academia no país. Além disso, nossa qualidade técnica sempre foi referência no mercado fitness. O Instituto Runner aperfeiçoa profissionais respeitados no mercado.

 

O licenciamento de marcas é a nova aposta do mercado fitness. Por que esse modelo tem dado tão certo em sua visão?

Por que associa a nossa experiência ao conhecimento local do administrador. Nossa história de erros e acertos nos fez chegar a esse modelo promissor de negócios. Todo mundo ganha.

 

A primeira unidade licenciada da marca foi inaugurada em 2007. Quais foram as principais mudanças que você destacaria passados 10 anos?

Muita coisa mudou nesse tempo, mas o entendimento de que realmente nossa prestação de serviço é o grande negócio e que temos que trabalhar para continuar oferecendo o melhor para nossos licenciados e para o aluno. Muitos novos formatos de negócio aparecem nesse mercado, ainda assim, nossa convicção ficou firme no entendimento de que a prestação de serviço é o nosso negócio. O entendimento de que a figura do administrador local é essencial no sucesso do negócio nos dá a certeza de que nossa expertise vai fazer a diferença no licenciamento de uma academia. Nosso foco deixou de ser as grandes academias, instalações gigantescas e onerosas. Entendemos que é preciso oferecer o melhor, desde que seja realmente o que o aluno quer e precisa.
Runner Academia

Arrojados: A CEO da Runner Academias, Patricia Madeira (Foto: Arquivo/Runner)

 

A rede Runner tem mais de 35 mil alunos matriculados. Como foram as estratégias para chegar em números das vultosos como esse?

O tamanho da rede e a capacidade das unidades, somados aos esforços nas áreas de vendas, prestação de serviço/atendimento ao cliente, nos permite manter esse número. E crescer na proporção em que a rede cresce.

 

Como a inovação é tratada na Runner?

Todas elas são muito bem-vindas, mas são meticulosamente estudadas antes de as acatar. Nosso mercado muda constantemente, mas na Runner a gente toma muito cuidado com modismos.

 

No ano de 2016, a estratégia de expansão se tornou mais agressiva para a entrada de novos licenciados. Isso continuará neste e nos próximos anos vindouros?

A estratégia de expansão sempre será agressiva, desde que qualitativa. Ter um bom administrador local é um bom começo, mas não é tudo. É preciso checar a viabilidade econômica, territorial, entre outros fatores. Temos a meta de fechar 2018 com 30 unidades na rede, mas isso só vai acontecer se houver pretendentes qualificados.

 

Alguma coisa que não perguntamos e que você gostaria de nos falar?

Acho que disse tudo. Obrigada pela oportunidade de falar da nossa empresa.



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Eder Fonseca

 
Diretor executivo e editor do portal Panorama Mercantil.