Entrevista publicada em 20/11/2013 por Eder Fonseca em Política
 
 

“PMDB é carta fora do baralho”
Cesar Maia – Ex-prefeito e atual vereador do DEM/RJ

Cesar Maia

Além de político reconhecido, o carioca Cesar Epitácio Maia também é economista. Foi o prefeito da cidade do Rio de Janeiro que permaneceu por mais tempo no cargo (12 anos). Maia foi cotado para ser candidato a presidente da República pelos Democratas (DEM) para os pleitos de 2006 e de 2010. Em 2006, renunciou a pré-candidatura. Já em 2010, foi escolhido pela coligação PV, PSDB, PPS e DEM como candidato ao Senado Federal. Acabou sendo derrotado no referido pleito, alcançando o quarto lugar, desempenho considerado muito abaixo do esperado, se comparado com seu histórico político no Rio de Janeiro. Nas eleições de 2012, Cesar Maia foi candidato a vereador da cidade do Rio de Janeiro concorrendo com o número 25.111, sendo eleito para a Câmara de Vereadores. O ex-prefeito, tem feito utilização extensiva de meios de comunicação digitais, sendo um dos pioneiros na política brasileira na utilização do Twitter. “Numa eleição em dois turnos nunca se deve trabalhar com hipóteses. (…) Depende do sistema eleitoral. Com cláusula de barreira, e com garantia que o partido tenha seu tempo de TV e fundo partidário definido na eleição, não vejo problema de número de partidos. (…) O sistema eleitoral brasileiro desintegra os partidos e cria políticos inorgânicos. (…) Depois da queda do Muro de Berlim todos os partidos no mundo todo caminharam para o centro. Vide o PT por aqui”, afirma o vereador. 

 

Podemos cravar que o senhor será candidato ao governo do Rio de Janeiro em 2014?

Depende, pois a decisão final será adotada concomitante com a presidencial.

 

Como o senhor vê a classe política nacional atualmente, já que para muitos o político está totalmente sem crédito perante a sociedade?

O sistema eleitoral brasileiro desintegra os partidos e cria políticos inorgânicos.

 

Em agosto, o senhor foi alvo de manifestantes que o chamaram de ‘ladrão’ na porta da Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro. Acredita que essas manifestações populares ocorridas recentemente, são naturais ou orquestradas por algum grupo político?

Foram cinco exercendo seu direito de protestar.

 

Dos grandes partidos nacionais, talvez o DEM seja o único que está mais à direita do espectro político. Como é estar em uma legenda que luta contra partidos de esquerda, partidos de centro e outros que são meros partidos de aluguel?

Todos flutuam no entorno do centro.

 

Comenta-se que o deputado Federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), poderia ser candidato à presidência da República no ano que vem. Quais são as chances reais do deputado, contra a dupla PT/PSDB e até mesmo contra o PSB que foi reforçado com os 19,6 milhões de votos de Marina Silva?

Pode ser. Começaremos a testar seu nome agora em novembro.

 

O senhor disse que num eventual governo em que fosse o mandatário supremo do estado, grupos como os Black blocs não agiriam daquele forma, pois haveria autoridade no Rio de Janeiro. Como lidar com um grupo que não respeita nenhuma autoridade?

Respeita sim, desde que a autoridade seja legítima e democrática, o que não ocorre hoje no Rio.
Pezão, Dilma, Eduardo Paes e Sérgio Cabral

Análise: Dilma Rousseff com políticos do PMDB (Foto: Roberto Stuckert Filho/AP)

 

Acredita que o PMDB será o fiel da balança nas eleições do Rio de Janeiro no ano que vem?

Minha opinião é que o PMDB é carta fora do baralho.

 

Vamos supor que fique o senhor e o petista Lindbergh Farias no segundo turno. Aceitaria apoio do PMDB ou acredita que isso seria difícil?

Numa eleição em dois turnos nunca se deve trabalhar com hipóteses.

 

Vários analistas afirmam que 32 partidos no país é demais. E para o senhor, 32 partidos também é demais?

Depende do sistema eleitoral. Com cláusula de barreira, e com garantia que o partido tenha seu tempo de TV e fundo partidário definido na eleição, não vejo problema de número de partidos.

 

Acredita que a reforma política sairá do papel algum dia?

Está saindo, mas não será de uma vez.

 

O senhor se considera um político de centro e está no DEM um partido considerado de direita, mas já foi militante de esquerda, filiado ao PCB e ao PDT e tem na sua mesa em seu gabinete, a imagem do russo Vladimir Lenin. Nos explique essa situação que parece confusa para muita gente.

Depois da queda do Muro de Berlim todos os partidos no mundo todo caminharam para o centro. Vide o PT por aqui.

Um vídeo do político Cesar Maia

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Eder Fonseca

 
Diretor executivo e editor do Panorama Mercantil.