Entrevista publicada em 01/03/2019 por Eder Fonseca em Publicidade
 
 

“Cada cliente é muito peculiar e único”
Bruno Pimentel – CEO da NewBlue

Bruno Pimentel

A NewBlue, empresa de marketing digital full-service, foi eleita uma das melhores agências do país para se trabalhar, segundo levantamento do Great Place to Work® (GPTW), referência mundial na avaliação de organizações por ambiente de trabalho. A companhia aparece entre as dez mais bem colocadas na categoria agências médias. Essa é a primeira vez que a NewBlue integra a lista, que está em sua sétima edição. Os funcionários da NewBlue também ressaltam positivamente o modelo de gestão e o posicionamento da agência no mercado. A empresa desenvolveu diversas metodologias próprias para impulsionar a transformação digital em seus clientes, uma realidade que precisa estar no topo de prioridades das principais organizações. “Nosso pilar central, que temos como missão e premissa, é ser uma empresa de marketing digital de performance, orientada a gerar resultados para os clientes por meio do uso de tecnologia de ponta e da constante inovação. A NewBlue é uma empresa data-first, que acredita no potencial dos dados para uma compra de mídia inteligente, que garanta retornos efetivos do público-alvo. Ou seja, acreditamos que o conhecimento sobre o usuário é o ponto principal para obter o sucesso em qualquer campanha. Todos os dias, os nossos colaboradores trabalham com raça para decodificar dados, números, IDs, usuários, métricas e siglas”, afirma Bruno Pimentel, CEO da NewBlue.

 

Bruno, como o Brasil se encontra quando o assunto é o marketing digital?

O país avançou muito nos últimos anos em termos de marketing digital, mas ainda há um grande caminho a percorrer. Embora o Brasil seja o país da América Latina com maior investimento em marketing digital – 24,4% do total de mídia, contra 43,5% da média global – e tenha dois terços da população conectada, 80% das empresas ainda estão em estágios iniciais do marketing digital – 23% são iniciantes e 57%, emergentes. Esses são dados recentes de uma pesquisa da consultoria McKinsey feita em parceria com a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA). Na prática, isso significa que as empresas/anunciantes já entenderam a necessidade de apostar nesse segmento, mas ainda estão um pouco inseguras quanto ao caminho a percorrer. Por exemplo, elas já sabem que é importante ser data-driven, mas ainda não conseguiram descobrir como captar e organizar essas informações. Mas a falta de conhecimento não se restringe às companhias. Existem outros fatores que permeiam esse ecossistema e que, muitas vezes, contribuem para essa confusão. As empresas precisam assegurar que estão contratando pessoas e agências que entendam profundamente do marketing digital, que estejam altamente capacitadas e dominem os skills e processos para tirar o melhor proveito desses investimentos.

 

As empresas brasileiras têm feito um bom uso do marketing digital?

A resposta é bastante relativa. De modo geral, ainda falta uma maturidade maior do mercado para usar o marketing digital em seu potencial máximo. Hoje, vemos que as empresas continuam investindo a maior parte de seu budget para ações em TV aqui no Brasil. Dados de mercado mostram que 67% da fatia de anúncios vai para a televisão. Mas é claro que, como em todo segmento, existem organizações fora da curva que estão nadando de braçada nas estratégias de marketing digital. À frente da NewBlue, posso dizer que nossos clientes se enquadram nessa última condição. Eles acompanham de perto esse mercado já há algum tempo, conhecem alguns benchmarks interessantes de fora do país e dominam boa parte dos caminhos para utilizar o marketing digital de maneira inteligente. Quando nos procuram é porque já sabem o que querem e entendem que nós podemos entregar o conhecimento e os resultados que eles buscam. Então, de modo geral, eu diria que as empresas brasileiras estão em uma curva de aprendizado ascendente para o uso do marketing digital.

 

Quais as principais tendências do marketing digital para 2019?

Todos os anos, a NewBlue participa de vários eventos nacionais e internacionais justamente para acompanhar essas movimentações de mercado e entender quais seriam as principais apostas para este ano. Eu diria que muita coisa do que vimos se mantém. Em 2019, os dados seguem como destaque. Mas agora não falamos apenas de como encontrá-los e reuni-los. Estamos um passo à frente, discutindo como analisar essas informações e utilizá-las nas estratégias para atingir o público certo no momento certo. O uso do analytics fará toda a diferença para criar novas jornadas para o consumidor. Jornadas nas quais ele terá suas necessidades antecipadas e atendidas de forma mais ágil e que vão permitir correções de rota também mais rápidas. Outro ponto que vai ganhar mais corpo neste ano, ainda falando de dados, é a discussão sobre privacidade. A lei brasileira deve entrar em vigor no ano que vem por isso, 2019 será o momento para se adaptar para as novas políticas e entender como seguir captando e trabalhando esses conteúdos sem ferir os direitos dos usuários.

A inteligência artificial continua firme entre as tendências. Depois da era dos chatbots e adwords, mergulhamos de cabeça no momento dos assistentes virtuais que trazem experiências personalizadas para o consumidor. O comando de voz irá revolucionar os negócios em diversas frentes. Às organizações cabe aproveitar essas interações proporcionadas pela IA para conhecer melhor o usuário e entregar um conteúdo único e de interesse dele. A jornada do consumidor e as novas personas também precisam ser acompanhadas de perto em 2019. O mercado e o consumidor evoluíram. Entramos agora na era das buyers personas, ou seja, representações fictícias do cliente ideal, que incluem detalhes como hábitos de trabalho, hobbies, objetivos etc. Essas informações dão a diretriz para a construção de um conteúdo assertivo, que vai conversar diretamente com o cliente. O mapeamento responde às novas expectativas dos usuários que, hoje, adotam uma presença multicanal forte e esperam receber mensagens nos formatos e momentos certos.

Podemos incluir nessa lista ainda a necessidade das marcas tornarem-se omnichannel, atuando tanto no on quanto no off-line; a adesão a mais ferramentas de Business Intelligence (BI) e Big data para tomar decisões melhores e potencializar a geração de leads para o negócio; e, claro, a user experience (UX), criando projetos que sejam atraentes em todas as telas, que possibilitem a personalização e que levem em consideração a economia de tempo. Com tudo isso funcionando, há ainda a tendência do mercado a deixar de lado mensurações soltas para investir em métricas relevantes de tracked performance e true performance, que consideram conversões reais e o customer lifetime value (valor do ciclo de vida do usuário). Isso ajuda a tomar decisões mais acertadas sobre o que tem funcionado ou não em termos de marketing.

 

Em outra ponta, quais tendências do passado que fracassaram ou não se concretizaram?

Eu não diria que existem tendências que fracassaram ou não se concretizaram. O mercado de marketing digital faz parte da comunicação e não é uma ciência exata. Algumas projeções tiveram mais apelo em determinados momentos, enquanto outras de destacaram mais em outros períodos. Já ouvimos, por exemplo, vários prenúncios de mortes de determinadas redes sociais. Mas a maioria delas segue aí, firme, forte e impactando um nicho importante de usuários. Também já acompanhamos muitos debates sobre o uso de pop-up ads em campanhas. Entra ano, sai ano, diversas empresas ainda preferem adotar essa solução. O mesmo vale para e-mails marketings e tantos outros conceitos. O ponto é que não existe uma receita de bolo pronta para o marketing digital que vai valer hoje e para os próximos anos. Ela vai mudando, se adaptando, indo e voltando de acordo com as necessidades do cliente e do mercado. É por isso que acho arriscado falar em fracasso ou não concretização. Em nosso segmento, uma campanha falha está muito mais ligada a erros de segmentação e canais do que as ferramentas escolhidas para construí-la e os meios de trabalhá-la.

 

O que faz uma agência de marketing digital se destacar no meio de tantos concorrentes?

Existem hoje, efetivamente, muitas empresas que “dizem” fazer marketing digital. Mas o “fazer marketing digital” vai muito além de publicações em sites ou redes sociais.

Para funcionar essas ações precisam estar integradas, embasadas e muito amparadas por conhecimento aprofundado e por ferramentas que envolvam tecnologias de BI, Big data, AI, entre outras. Mas, em minha opinião, o segredo para se destacar no mercado está nos detalhes e na paixão pelo que se faz, algo que a NewBlue tem em seu DNA desde seu nascimento. Independente dos níveis hierárquicos e das áreas de atuação, fazemos questão de que todos os nossos colaboradores sejam certificados. Investimos muito no treinamento desses profissionais, buscando mantê-los sempre atualizados sobre as últimas tendências, criando situações hipotéticas para que possam aprender, na prática, sempre estimulando a vivência de mercado. Apostamos na inovação contínua e na evolução constante. Com esse amplo know-how somos capazes de desenhar uma estratégia assertiva, que possa alcançar o público-alvo no momento ideal da jornada, trazendo uma experiência positiva e memorável. Tudo isso porque somos uma agência de marketing digital com foco em performance. Ou seja, nossos resultados são totalmente orientados por dados e proporcionam uma mensuração eficaz de retorno sobre investimento.

 

Quais os principais pilares que moldam a visão da NewBlue?

Nosso pilar central, que temos como missão e premissa, é ser uma empresa de marketing digital de performance, orientada a gerar resultados para os clientes por meio do uso de tecnologia de ponta e da constante inovação. A NewBlue é uma empresa data-first, que acredita no potencial dos dados para uma compra de mídia inteligente, que garanta retornos efetivos do público-alvo. Ou seja, acreditamos que o conhecimento sobre o usuário é o ponto principal para obter o sucesso em qualquer campanha. Todos os dias, os nossos colaboradores trabalham com raça para decodificar dados, números, IDs, usuários, métricas e siglas. Tudo isso para entregar o melhor planejamento, as peças mais eficientes e criativas, os melhores dashboards e planos de mídia, os posts mais engajadores e, claro, a melhor performance. Estimulamos a curiosidade de nosso time para que eles possam trazer novas ideias e ferramentas, a fim de encontrar sempre uma nova e melhor forma de pensar o marketing digital, auxiliando os negócios de nossos clientes a crescer de forma sustentável e acelerada.
O CEO da NewBlue

Marketing Digital: O CEO da agência NewBlue, Bruno Pimentel (Foto: Divulgação)

 

E o seu grande diferencial enquanto organização?

Eu acredito que não haja um único grande diferencial, mas sim um conjunto de fatores que fazem a diferença. Estamos há quase uma década no mercado, colecionando cases de sucesso com clientes nas mais variadas áreas de atuação. Com certeza, o fato de sermos uma agência focada no marketing digital de performance já nos coloca bem posicionados no ranking nacional frente aos concorrentes. Além disso, na NewBlue temos as certificações, que nos destacam no mercado como uma agência com profissionais preparados na teoria, na técnica e, na prática; possuímos um departamento muito forte de data science, inteiramente dedicado ao estudo aprofundado dos dados, processo de captura e análise; trabalhamos com consultorias de métricas, Big data, sala de performance e monetização de inventário.

Também somos uma das poucas agências do Brasil convidada para participar de eventos internacionais do mercado todos os anos, o que é uma grande honra e um efetivo reconhecimento de nosso trabalho. Aliás, nossas campanhas já estiveram 10 vezes no ranking do YouTube Ads Leaderboard, entre os anúncios mais vistos na plataforma.

 

No que um CEO deve ficar atento quando comanda uma empresa como a sua?

Um CEO precisa estar atento a tudo o tempo todo. Mas, como isso é humanamente impossível, precisa contar com pessoas confiáveis e dinâmicas que possam apoiá-lo nos mais diversos processos. Resumindo, um gestor à frente de uma empresa como a NewBlue, e acredito, no comando de qualquer outra companhia de maneira geral, precisa estar sempre acompanhando o seu capital humano.

Afinal, de nada adianta contar com ferramentas de última geração, inteligência artificial de ponta, as melhores estratégias do mercado, se não houver cabeças pensantes prontas para colocar tudo isso em prática de maneira efetiva. Se não houver um time alinhado, dedicado e apaixonado para entregar ao cliente não só o que ele espera, mas soluções e resultados que vão muito além das expectativas. Um CEO precisa se cercar de pessoas dispostas a aprender, com sede de inovação e com vontade de evoluir na carreira. Cabe a ele fomentar esses sentimentos e ajudar esse capital humano a se desenvolver. Uma equipe motivada pode mover montanhas e chegar muito mais longe. Vemos isso todos os dias aqui na NewBlue. E, inclusive, somos reconhecidos por isso. Recentemente aparecemos na lista das melhores agências para se trabalhar no país. No ranking, nosso principal diferencial foi justamente essa atenção e carinho ao desenvolvimento de nosso pessoal, com oferta de cursos de extensão e certificação, chances de crescimento de carreira e promoção de um diálogo aberto entre todos os níveis de gestão da companhia.

 

A sua empresa tem conquistado grandes clientes ao longo dos anos. Que fatores você acredita serem primordiais para conquistar o respeito dentro deste mercado?

Transparência, comprometimento e entrega. A NewBlue tem essas três características muito enraizadas em sua cultura organizacional. Jamais nosso time vai prometer algo que não poderá cumprir. Somos transparentes para explicar aos nossos clientes as estratégias para atingir os objetivos das campanhas, permitimos que eles acompanhem de perto todo o processo e mantemos um canal de comunicação aberto, com atualizações constantes sobre os projetos. Toda a equipe está sempre comprometida a buscar e encontrar os melhores caminhos e soluções para entregar aquilo que as marcas/empresas querem e precisam. Nosso time vai estudar, se dedicar, procurar novas saídas e até mudar a rota no meio do caminho se for preciso para fazer acontecer. Por fim, vem a entrega como uma consequência dessa dedicação e trabalho bem feito. Esse processo bem definido e esse resultado satisfatório são os pontos que fazem os clientes respeitarem nossa expertise e que os mantêm durante longos períodos rodando o marketing digital deles com a gente.

 

O que clientes esperam quando procuram a NewBlue?

As empresas que nos procuram buscam uma mudança de cenário. Elas querem resultados efetivos que vão desde impacto de clientes até a conversão em vendas na ponta. Mas, novamente, cada cliente é muito peculiar e único. Ainda que existam similaridades no caminho, cada marca/empresa vai demandar uma estratégia diferenciada para conquistar o retorno pretendido. Mas nosso papel é sempre entender o que essa companhia busca e encontrar a melhor forma de atingir esse objetivo. Ou melhor, de superá-lo por meio de ações assertivas, times dedicados, decisões rápidas e tecnologia de ponta.

 

Obter uma boa performance no mercado digital é como respirar para um negócio nos dias atuais?

Uma boa performance no universo digital é essencial para uma empresa/marca se manter viva no mercado. Não à-toa esse é o nosso core: Marketing Digital totalmente voltado para o resultado e orientado a dados. São inúmeros os casos que acompanhamos nos últimos anos de companhias que ficaram para trás em seus segmentos porque minimizaram a importância do digital. Grande parte do público-alvo dessas companhias está online: o Brasil tem hoje mais de 116 milhões de pessoas conectadas à internet, segundo último levantamento do IBGE. E os brasileiros são alguns dos que passam mais tempo online, em torno de nove horas contra seis dos norte-americanos. No quesito compras online, de acordo com estudo da consultoria PwC, a parcela do público que afirmou fazer compras online regularmente (pelo menos uma vez por mês) chegou a 65%. E esses números só crescem ano após ano. Baseado nesses dados, acredito que mercado digital venha se tornando a espinha dorsal das estratégias de marketing, comunicação ou venda de qualquer organização.

Um vídeo do empreendedor Bruno Pimentel

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Eder Fonseca

 
Diretor executivo e editor do Panorama Mercantil.