Artes
 
Flávio Shiró
Flávio Shiró
Flávio Shiró
 

“Não tive que procurar pelo singular”
Flávio Shiró – Pintor, gravador, desenhista e cenógrafo

 
05/12/2019
 



Flávio Shiró é pintor, gravador, desenhista e cenógrafo. Chegou ao Brasil em 1932, e instalou-se com a família numa colônia japonesa em Tomé-Açu, no Pará. Reside em São Paulo a partir de 1940. Estudou na Escola Profissional Getúlio Vargas, onde conhece Octávio Araújo (1926-2015), Marcelo Grassmann (1925-2013) e Luiz Sacilotto (1924-2003). Por volta de 1943 tem contato com Alfredo Volpi (1896-1988) e Francisco Rebolo (1902-1980), integrantes do Grupo Santa Helena. Em 1947, integra o Grupo Seibi. No ano seguinte, trabalha na molduraria do pintor Tadashi Kaminagai (1899-1982). Com bolsa de estudo, viaja a Paris, onde permanece de 1953 a 1983. Estuda mosaico com Gino Severini (1883-1966), gravura em metal com Johnny Friedlaender (1912-1992) e litografia na École National Supérieure des Beaux-Arts [Escola Nacional Superior de Belas Artes]; e frequenta o ateliê de Sugai e Tabuchi. Na década de 1960, participa do movimento artístico brasileiro e integra o Grupo Austral (Movimento Phases) de São Paulo. Dedica-se à abstração informal, desde a década de 1950. A partir dos anos 1970, suas telas apresentam sugestões de figuras, por vezes seres fantásticos ou monstruosos. Em 1990, é publicado o livro "Flávio-Shiró", pela editora Salamandra. Aos 91 anos, com diversos prêmios no currículo, Shiró é um artista incansável. A mostra da Pinakotheke SP no ano passado é bem representativa das várias fases desse artista transformador.