Artes
 
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“Principal questão ética é a privacidade”
Eduardo Kac – Pioneiro da arte digital, da arte holográfica e da bioarte

 
05/03/2014
 



Artista contemporâneo e pioneiro da arte digital, da arte holográfica, da arte da telepresença e da bioarte, Eduardo Kac formou-se em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. No início da década de 1980, começou a apresentar várias performances satíricas no Rio de Janeiro e em São Paulo. Em 1997, tornou-se a primeira pessoa a ter um microchip (um transponder de identificação) implantado no próprio corpo (especificamente, no calcanhar esquerdo), em sua obra "Time Capsule" ("Cápsula do Tempo"), que levanta questões de ética na era digital. Em 1999, Kac inaugurou a arte transgênica com sua obra "Gênesis" no festival Ars Eletronica em Linz, Áustria. Na obra, um genesintético (codificação de um trecho do Velho Testamento em inglês, convertido em código Morse e deste para o "alfabeto" do DNA) foi introduzido em bactérias, as quais eram expostas à luz ultravioleta por participantes remotos via web, causando mutação no código genético. "Quando eu comecei a trabalhar em ambientes digitais, em 1982, o modelo dominante era, de maneira avassaladora, a comunicação centralizada e unidirecional, como a encontramos na televisão tradicional. Este modelo serve a propósitos políticos, no sentido de que o controle dos canais é um privilégio dos que apoiam os que estão no poder. O resultado é que todas as outras vozes da sociedade são silenciadas", afirma o artista.