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Claudius Ceccon
Claudius Ceccon
Claudius Ceccon

Claudius Ceccon teve seu primeiro contato com a comunicação popular durante seu exílio político na década de 70 em Genebra, principal centro financeiro da Suíça. "Para simplificar esta longa história, foi depois de meu encontro com o grande educador Paulo Freire", relembra. Na época, Ceccon trabalhou numa organização internacional na área de comunicação. Nascia aí uma preocupação que o acompanha até hoje: a democratização da informação. O cartunista também foi um dos cinco fundadores de "O Pasquim" (o mais famoso e histórico tabloide que desafiava a censura e a Ditadura Militar) com qual colaborou até a sua extinção, em 1982. "Não concordo inteiramente. Os chargistas e os quadrinistas brasileiros ocupam o limitado espaço que lhes é permitido pelos órgãos de imprensa. O que publicam pode ter mais do que uma leitura apenas superficial. Em jornais e revistas mais à esquerda, nada ficamos devendo em agressividade e objetividade. O "punch" das charges publicadas na imprensa americana acontece quando os alvos são gente como Nixon ou Bush. (...) Dez anos de Governo de coalizão centro-esquerda, o que quer que isso queira dizer, não abriram espaço para a imprensa alternativa, nem para as rádios e televisões comunitárias, e nem facilitaram a vida de publicações à esquerda, como Caros Amigos. O vazio deixado pelo Pasquim não será preenchido pela sua reedição nos mesmos moldes", afirma.