Entrevista publicada em 29/04/2020 por Eder Fonseca em Pensamento
 
 

“Não existe vida sem consumo”
Helio Mattar – Diretor-presidente do Instituto Akatu

Helio Mattar

Helio Mattar é formado em Engenharia da Produção pela Escola Politécnica da USP, e obteve os títulos de Mestre e Ph.D. em Engenharia Industrial pela Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Atuou como executivo durante 22 anos em empresas nacionais e multinacionais. Em sua última posição, foi Presidente da GE Appliances Brasil. Foi Secretário de Desenvolvimento da Produção do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Foi um dos fundadores do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, do qual é hoje Associado Curador. É membro de diversos Conselhos e Comitês de empresas e organizações sociais, entre eles o Conselho de Administração da Fundação OSESP, o Comitê de Desenvolvimento Sustentável do Grupo Pão de Açúcar, o Unilever Sustainable Living Plan Council e o Sustainability External Advisory Council da Dow Chemical. É membro do Multistakeholder Advisory Council dos programas de Informação ao Consumidor sobre Produção e Consumo Sustentável (CI-SCP) e Estilos Sustentáveis de Vida e Educação (SLE) da UNEP – United Nations Environmental Program. Foi durante 5 anos, membro do Conselho de Consumo Sustentável do Fórum Econômico Mundial, e é atualmente membro do Conselho sobre o Futuro da Indústria Automotiva e do Transporte Pessoal, ligado ao mesmo Fórum. É idealizador e diretor-presidente do Instituto Akatu.

 

Helio, quais os maiores obstáculos que devem ser “retirados do caminho” quando se quer trabalhar com o social em nosso país?

Levar os resultados do trabalho das entidades sociais a uma escala significativa é, certamente, o maior desafio para quem trabalha na área social. Idealmente, parcerias deveriam ser estabelecidas entre o capital privado e as entidades sociais para desenvolver soluções para problemas de interesse da sociedade. Tais soluções deveriam ser testadas em mais de uma situação social até que se tenha clareza sobre quais elementos se aplicam a todas e deveriam constituir um modelo replicável. Estes modelos poderiam, então, ser oferecidos aos governos para sua transformação em políticas públicas, dado que os resultados de sua aplicação já seriam conhecidos. Mas esta é uma nova arquitetura social que precisa ser debatida na sociedade e trabalhada em parcerias específicas para deixar claros os seus benefícios.

Esta seria também a maneira de dar escala às soluções que, em geral, no trabalho das entidades sociais, ficam limitadas a aplicação em espaços territoriais pequenos. Além disso, as entidades sociais têm dificuldades de obter recursos financeiros para desenvolver seus trabalhos. Os doadores tendem a ter uma visão centrada em algumas causas específicas, como é o caso das crianças e jovens, que tocam o coração das pessoas. Sem dúvida, é justo que assim seja. Por outro lado, várias causas como é o caso da ambiental, da sustentabilidade, do consumo consciente, cujos resultados são mais difusos e mais de longo prazo, mas que definem o mundo em que vamos todos viver, incluindo todas as crianças e jovens, têm maior dificuldade de captação dos recursos. Um projeto de lei aprovado recentemente regulamentou a criação no Brasil de Fundos de Endowment para serem doados a organizações sociais que atendem a certos requisitos. Em princípio, essa lei facilita que uma pessoa estabeleça um fundo financeiro cujos rendimentos sejam utilizados por uma dada organização. A questão é que, diferentemente do que ocorre no exterior, não foram definidos benefícios fiscais para estas doações e, com isso, a operacionalização dos mesmos está evoluindo muito lentamente. Você pode se perguntar: mas porque deveria haver benefícios fiscais para fundos doados para organizações sociais? Basicamente porque são organizações que trabalham a favor do interesse público ou de uma coletividade, caracterizando-se uma doação que beneficia o público e não o privado. Mas esse processo ainda está em discussão.

 

Quais os pilares que norteiam o Instituto Akatu?

É nossa crença que os atos de consumo de cada indivíduo – na compra, no uso ou no descarte de produtos, ou serviços – contribuem na transformação da sociedade, por meio de seus impactos econômicos, sociais, ambientais e individuais. Nossa missão é contribuir para uma transição mais acelerada para estilos sustentáveis de vida, inspirados em uma sociedade do bem-estar e viabilizados por modelos sustentáveis de produção e consumo. Entendemos como sociedade do bem-estar aquela em que o consumo é um instrumento de bem-estar e não um fim em si mesmo; na qual o consumidor tem consciência dos impactos de seu consumo e busca, a cada compra, uso ou descarte, o melhor impacto possível; e na qual cada indivíduo se perceba como parte interdependente de todos os tipos de vida e, assim sendo, cuide de si próprio, da sociedade, do meio ambiente e do planeta.

 

Esses pilares foram acrescentados com o tempo ou estão no DNA do Instituto desde a sua fundação?

Ao ser fundado, em 2001, o Akatu fundamentou sua razão de ser em dados de pesquisas que indicavam que quase 80% dos consumidores brasileiros tinham grande interesse no que as empresas estavam fazendo pela sua responsabilidade social e ambiental (RSA). Ao que tudo indicava, faltava apenas ao consumidor ter informação estruturada sobre as ações de RSA das empresas e ter a percepção de que sua escolha sobre de qual comprar poderia privilegiar um aprofundamento dessas ações. Rapidamente, ficou claro que a grande questão era o consumidor se dar conta do poder transformador de seus atos de consumo. Percebemos que era necessário levar o consumidor a valorizar tal poder, de modo a se mobilizar para mudar de comportamento em busca do melhor impacto. O Akatu passou, então, a trabalhar em duas frentes de atuação: a primeira, de comunicação, visando despertar os consumidores – por meio dos meios de comunicação – para a importância dos impactos do consumo, para o fato de ser afetado pelos mesmos e para o que um único consumidor provoca um enorme impacto ao longo de um período extenso de tempo; e a segunda, de educação, visando mobilizar mudanças de comportamento de consumo por meio do trabalho em escolas, com crianças e jovens, com professores capacitados pelo Akatu; e, em empresas e comunidades, por meio da capacitação de colaboradores/voluntários multiplicadores do consumo consciente.

 

Como inserir o consumo consciente em uma sociedade que gosta de consumir?

Não existe vida sem consumo e nem consumo sem impacto. O consumo consciente não significa deixar de consumir, mas fazê-lo de modo diferente, sem excessos, considerando a cadeia produtiva de um produto/serviço e buscando um melhor impacto social e ambiental. É preciso que o consumidor compreenda que a compra de um novo item está associada a um processo de produção que abrange várias etapas e que, por sua vez, gera consequências sobre o meio ambiente, como no uso de recursos naturais (água, carvão, matérias-primas) em que a água, o ar e/ou a terra podem estar sendo poluídos; no uso de combustíveis fósseis no processamento e transporte, que causa emissões de gases de efeito estufa (GEE); na geração de resíduos de produção ou do consumo; etc. Além dos impactos ao meio ambiente, há ainda os sobre a sociedade, como a geração de emprego, de renda, as condições de saúde e o bem-estar do trabalhador ou do próprio consumidor. A partir da mudança de percepção dos consumidores, estes podem avaliar melhor seus hábitos. Sensibilizados e mobilizados para o consumo consciente, e instigados pela necessidade de contribuir para a solução de problemas sociais e ambientais, os consumidores começam a transitar para uma prática de consumo consciente de seus impactos. Vale ressaltar que é um processo de se adaptar a novos hábitos, o que passa por questões racionais e emocionais, daí a metodologia usada pelo Akatu conter elementos de ambas naturezas.

 

Quais os tipos de esforços que o consumo consciente exige?

O consumo consciente exige fundamentalmente uma mudança de percepção quanto à importância do consumo na vida das pessoas. Pesquisas do Akatu indicam que, indagados sobre o que traz a felicidade, o primeiro fator, citado por mais de 60% dos brasileiros, é a boa relação e os encontros com familiares e amigos. A questão das compras e do dinheiro (ter dinheiro, não ter dívida) está em quarto lugar, sendo citada por pouco mais de 30%. Assim, relativizar a importância do consumo na vida frente a outros fatores (relacionamentos, saúde) é talvez o esforço mais central que o consumo consciente exige. Praticar o consumo consciente em todos os aspectos demanda uma mudança no estilo de vida. Por outro lado, essa mudança se dá lentamente, ocorrendo de maneira fragmentada na vida do consumidor. Inicia-se, em geral, pela redução de desperdício de água e energia elétrica, temas bastante tratados pela mídia e que foram objeto de crises nacionais que levaram à necessidade de racionamento. Outro tema comum a ser tratado pelo consumidor mais consciente é o de gestão de resíduos, seja pela diminuição da geração, seja pelo adequado direcionamento dos recicláveis. Nesse passo a passo, pesquisas do Akatu relatam as três principais barreiras à prática do consumo consciente na visão do consumidor como sendo: (a) o produto sustentável ser mais caro; (b) não haver informação suficiente sobre os impactos sociais e ambientais dos produtos; (c) exigência de mudança de hábitos pessoais ou da família. Para que um indivíduo diminua os impactos negativos do seu consumo, o Akatu sugere que ele utilize, passo a passo, “as 6 perguntas do Consumo Consciente”:

Por que comprar? Pergunte-se se você realmente precisa do produto ou se está sendo estimulado por propagandas, ou impulso do momento. É importante lembrar os limites planetários e o que realmente é importante na vida de cada um.

O que comprar? Escolha aquilo que atende suas necessidades. Avalie a qualidade e durabilidade do produto, seus aspectos de segurança no uso e se há atributos que não serão utilizados, caracterizando um desperdício.

Como comprar? Questione-se sobre as condições de compra: à vista ou parcelado, se conseguirá pagar as prestações em dia, se a compra será feita perto ou longe de casa, como buscá-la e como transportá-la.

De quem comprar? Ao escolher o fabricante, considere seu processo de produção, o cuidado no uso dos recursos naturais, o tratamento e a valorização dos funcionários, o cuidado com a comunidade e a contribuição para a economia local. Existem informações relacionadas até ao tipo de energia utilizada pelas empresas.

Como usar? Evite trocar itens sem necessidade, cuide bem dos produtos ao utilizá-los, procurando estender sua vida útil, conserte-os quando possível, desligue aparelhos que não estiverem em uso e use apenas a água necessária nas atividades domésticas.

Como descartar? Reflita se o produto não tem mais nenhuma utilidade, seja para você ou para outras pessoas. Quando realmente não houver novos usos para ele, descarte-o da maneira certa, destinando para a reciclagem o que for possível e lembrando que não existe “jogar fora” – o “fora” é o nosso planeta.

 

Como juntar sustentabilidade e consumo consciente em nosso ecossistema?

O consumo consciente é um instrumento acessível por meio do qual indivíduos podem dar sua contribuição para a sustentabilidade. A cada vez que uma pessoa escolhe comprar de uma empresa que investe no meio ambiente e na comunidade, essa compra representa um “voto” que reflete em um mundo mais sustentável. A cada vez que uma pessoa consome alimentos sem desperdícios ou descarta corretamente um resíduo, essas ações são gestos de construção de um mundo mais sustentável. Em outras palavras, ao buscar consumir com melhor impacto, as pessoas estão contribuindo para a sustentabilidade. Pensando de outra forma, agir em favor da sustentabilidade é buscar garantir condições adequadas de vida, no presente e no futuro, não só para os seres humanos, mas para todos os seres vivos.

O atual modelo de produção e consumo apresenta consequências preocupantes. Atualmente, consumimos 75% mais recursos naturais do que a Terra é capaz de regenerar em um ano. Em 2019, o Dia de Sobrecarga da Terra ocorreu em 29 de julho (data mais cedo desde que esse cálculo começou a ser feito, em 1970), o que indica que, até esta data, consumimos todo o “estoque” de recursos naturais que a Terra consegue regenerar ao longo do ano todo. A partir desta data, portanto, a humanidade entrou no “cheque especial” da Terra. Ou seja, é preciso mudar os modelos de produção e de consumo urgentemente para garantir a preservação dos ecossistemas, de modo que gerações futuras e mesmo atuais tenham condições de viver bem, com saúde e com acesso adequado aos recursos naturais. Nesse contexto, consumir conscientemente é essencial para o alcance da sustentabilidade. Dentre os 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável definidos pela Página ONU, um deles determina que devemos assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis por meio de ações como: reduzir o desperdício de alimentos e a geração de resíduos; manejar adequadamente produtos químicos; incentivar empresas e a administração pública a adotar práticas sustentáveis; apoiar pesquisas; promover o turismo sustentável; além de reduzir, e no limite eliminar, os subsídios a combustíveis fósseis.
O idealizador do Akatu

Consumo Consciente: O idealizador do Akatu, Helio Mattar (Foto: Flávio Santana)

 

Quais iniciativas do Instituto Akatu estão propondo a transformação do cidadão para um consumidor consciente?

O Akatu trabalha em duas principais áreas: educação e comunicação. Em educação trabalhamos com escolas, empresas e comunidades. Nas escolas atuamos por meio do Edukatu, nossa rede de aprendizado que tem uma série de conteúdos lúdicos sobre consumo consciente e sustentabilidade, em diversos formatos, voltados para uso dos professores e dos alunos do Ensino Fundamental I e II. Nas empresas, sensibilizamos e capacitamos colaboradores para atuar como multiplicadores do consumo consciente junto a todos os funcionários da empresa, sendo que este processo normalmente é fruto de uma cocriação desenvolvida com o grupo de colaboradores. E nas comunidades, capacitamos jovens lideranças também para serem multiplicadores do consumo consciente, desenvolvendo materiais e atuando em conjunto na mobilização do seu entorno para a sustentabilidade. Já na área de comunicação, o Akatu trabalha na sensibilização da sociedade civil por meio da disseminação de informações sobre sustentabilidade e consumo consciente. Também desenvolvemos campanhas voltadas à mobilização em temas específicos – como água, energia, alimentos, resíduos, roupas – e para públicos específicos, visando despertar para a mudança de hábitos de consumo no dia a dia.

 

Os consumidores preferem as empresas com responsabilidade socioambiental ou essa ligação é inexistente?

De acordo com a pesquisa Vida Saudável e Sustentável, que o Akatu desenvolveu em parceria com a GlobeScan em 2019, há uma forte relação entre os consumidores e as marcas/empresas que atuam com responsabilidade socioambiental (65%). Existe, ainda, a disposição para pagar mais por produtos mais sustentáveis, contanto que as marcas sejam de fato responsáveis nos âmbitos social e ambiental (55%). E os consumidores têm se mostrado mais dispostos a apoiar e comprar de marcas que são certificadas (49%), também por serem ambiental/socialmente responsáveis. Ainda que parte das empresas tenham sido recompensadas por seus clientes pelas atitudes responsáveis (55%), a insatisfação com o nicho empresarial, no geral, vem crescendo (43% dos brasileiros afirmam que uma das barreiras para a adoção de estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis é a falta de suporte das empresas e apenas 8% dos brasileiros confiam muito nas operações das multinacionais para favorecer o interesse da sociedade). Ou seja, demanda-se mais ações das empresas em favor de uma sociedade melhor e isso surge como oportunidade para que busquem por modelos de negócios mais sustentáveis. No Brasil, a falta de apoio ao consumidor por parte das empresas é vista como uma das barreiras para a adoção de estilos de vida mais saudáveis e sustentáveis, mostrando que, na visão do consumidor, a responsabilidade por uma vida saudável e sustentável não é apenas do indivíduo, mas é compartilhada com as empresas, com os governos e com as ONGs.

 

Em 2015, o senhor afirmou que tivemos pouca ação governamental para contribuir com essas mudanças. Isso ainda persiste?

De fato, temos tido pouca ação governamental para contribuir com mudanças na direção do consumo consciente e da sustentabilidade. Algumas dessas ações podem ser: atuar sobre os tributos de modo a reduzi-los sobre produtos mais sustentáveis ou aumentá-los sobre produtos menos sustentáveis; financiamento público disponível a taxas adequadas para que a população de baixa renda possa instalar aquecedores solares em suas casas; desenvolver campanhas de comunicação voltadas ao consumidor de modo a sensibilizá-lo para o seu papel como consumidor consciente em vários temas; introduzir o consumo consciente e a sustentabilidade nos ensinos Fundamental I e II, conforme definido pela Base Nacional Curricular Comum aprovada em dezembro de 2017. Por outro lado, empresas têm agido continuamente, dando uma contribuição expressiva nos seus planos de negócios, com mudanças estratégicas que significam redução da emissão de carbono e redução de desperdícios em toda a cadeia produtiva com metas claras, entre outras ações. E as ONGs também vêm atuando de modo cotidiano para fazer pressão junto aos governos para que ajam em favor da sustentabilidade; para fazer campanhas de conscientização e de mobilização para o consumo consciente; para trabalhar em escolas levando o tema do consumo consciente e da sustentabilidade; entre outros. Só o Akatu, via Edukatu, atingiu em 5 anos um total de 4.500 escolas com sua plataforma e programas de capacitação de professores e alunos.

 

Por que isso ocorre em sua visão?

Em uma sociedade insustentável, há pressões e interesses muito poderosos para que se continue a operar desta forma e não seja preciso mudar seus modelos de negócio na direção da sustentabilidade. Basta pensar nos exemplos da indústria de petróleo, de bens de consumo descartáveis de uso único ou de embalagens pouco necessárias. Certamente, a pressão desses setores será imensa para que não haja ações governamentais que possam de alguma forma prejudicar os negócios. A meu ver, seria preciso estabelecer Diálogos de Transição entre stakeholders de modo a desenhar processos que levem a maior sustentabilidade ao longo do tempo, trazendo políticas públicas para viabilizar algumas das mudanças sem que alguns atores percam muito e outros ganhem muito. Seria um processo de negociação no qual um roadmap de ações seria desenhado em conjunto pelos stakeholders afetados para atingir determinados objetivos a médio e longo prazo, com o tempo e as políticas públicas funcionando como amortecedores e viabilizadores de um processo que seja, tanto quanto possível, um ganha-ganha.

 

O consumo no ambiente digital é algo que lhe preocupa?

Uma pesquisa recente aponta o Brasil como o segundo país que mais usa a internet e as redes sociais ao longo do dia. Em média, cada brasileiro chega a ficar nove horas e meia online diariamente, quase três horas a mais que a média global. Quanto maior o tempo gasto em feeds de redes sociais ou em portais, maior a chance do indivíduo ser exposto a anúncios de marcas e produtos, e induzido a um consumo nem sempre necessário. Além disso, as informações fornecidas por meio dos cadastros das pessoas, que terminam por ser compartilhadas, permitem um melhor direcionamento da comunicação que chega até as pessoas, levando-as a ações em uma certa direção. Nosso hábito de permanência no ambiente digital, portanto, nos torna mais passíveis de receber ofertas direcionadas ao que nosso próprio histórico de compras indica como nossos interesses, fazendo com que as empresas ofertantes tenham maior probabilidade de sucesso em suas vendas e incentivando comportamentos típicos de compras excessivas, que acarretam impactos negativos sobre nós mesmos – como o endividamento e inadimplência, por exemplo –, sobre a sociedade e sobre o meio ambiente.

Um vídeo do engenheiro Helio Mattar

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Eder Fonseca

 
Diretor executivo do Panorama Mercantil.